Lua – Operadores

Continuando com nosso tutorial de Lua, falaremos hoje de operadores.

Operadores são classes de operações sobre variáveis ou elementos pré-definidos. Em lua nós temos quatro tipo de operadores: aritiméticos, concatenação, lógicos e relacionais. Vamos a eles.

Operadores Aritiméticos

Operadores aritiméticos são utilizados para realização de cálculos matemáticos. Os operadores válidos são: Soma ( + ), Subtração ( – ), Multiplicação ( * ), Divisão ( / ), Raiz ( ^ ) e Resto ( % ).

Operador de Concatenação

O operador de concatenação permite juntar duas strings gerando uma nova string. Ele é representado por dois pontos ( .. )

Operadores Lógicos

Operadores lógicos são operadores binários. Possui duas variáveis de entrada resultando em apenas uma variável de saída. Em Lua temos os seguintes operadores: E (and), Ou (or) e Não (not).

Para o operador and, o resultado será verdadeiro apenas se as variáveis de entrada forem verdadeiras, caso contrário o resultado será falso.

Para o operador or, o resultado será verdadeiro caso pelo menos uma das variáveis de entrada seja verdadeira. Se ambas forem falsas, o resultado será falso.

Para o operador not, o resultado será a negação da variável de entrada. Caso seja verdadeiro, o resultado será falso. Se a variável for falsa, o resultado será verdadeiro.

A seguir, temos a tabela verdade para os três operadores.

v1 v2 v1 and v2 v1 or v2 not v1
falso falso falso falso verdadeiro
falso verdadeiro falso verdadeiro verdadeiro
verdadeiro falso falso verdadeiro falso
verdadeiro verdadeiro verdadeiro verdadeiro falso

Operadores Relacionais
Operadores relacionais verificam a relação entre duas expressões ou variáveis. São operadores relacionais: maior que ( > ), menor que ( < ), maior ou igual que ( >= ), menor ou igual que ( <= ), igual ( == ) e diferente ( ~= ).

Lua – Tables

Dando continuidade ao nosso tutorial de Lua, hoje falaremos de Tables.

Tables são estruturas multidimensionais que permitem o armazenamento de dados diversos.

Sua declaração é semelhante a de variáveis.

O acesso a estes valores na table é feito a partir da utilização de colchetes.

Uma outra forma de atribuir valores a uma table é durante a sua declaração.

Funções Básicas

table.concat()

Concatena os ítens da tabela.

table.insert()

Insere um valor na tabela.

É possível ainda, incluir o valor em uma posição determinada da tabela.

Você pode ver que um novo texto foi incluído na primeira posição da table. O texto que originalmente estava na primeira posição passou a segunda posição.

table.maxn()

Retorna o maior índice numérico positivo da tabela. Caso a tabela não possua índice positivo, será retornado zero.

table.remove()

Revome da table o último elemento.

É possível ainda informar qual o índice do elemento que deverá ser removido.

No exemplo anterior, removemos o segundo elemento da table.

table.sort()

Ordena os elementos da table

 

Algumas destas funções permitem a inclusão de outros parâmetros, aumentando a gama de opções, no entanto, iremos no restringir ao básico para desenvolvimento.

No próximo post, falaremos sobre operadores.

Para saber mais:

Lua – Variáveis e Estruturas de Controle

Manual de Referência de Lua – Table

Sobre

Desenvolvedor de software nas horas vagas.

Apesar de não parecer, eu vi os dinossauros…
Aprendi Auto Program, Pascal, Clipper e outras velharias (Dataflex passou perto).

Trabalhei por anos com Delphi e ASP (não o .net), Oracle e SQL Server. Por curiosidade pura acabei por aprender um monte de outras coisas como Linux (SO eleito com maioria de votos la em casa.), PostgreSQL, MySQL, Ruby e mais um monte de outras sopas de letrinhas. Mas como é sabido, conhecimento é a única coisa que não ocupa espaço.

Me graduei em 2004 em Ciências da Computação pela Universidade Gama Filho. Em 2009 terminei minha pós graduação em Engenharia de Sistemas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Atualmente trabalho com TV Digital, desenvolvendo aplicações de t-learning. Assunto este que tenho um grande interesse desde os tempos da graduação.

Fora isso, sou aficionado por cinema, música, séries, quadrinhos e mais um monte de nerdisses que não lembro no momento…

Trabalhos Acadêmicos

Engenharia de Software
Instituição: Escola Politécnica – UFRJ
Ano: 2009

Banco de Dados
Professor: Sérgio Palma Medeiros
Título: Implantação de ERP
Apresentação
Slide 30 – Vídeo – SAP – 8.2 MB
Slide 31 – Vídeo – Nexedis – 2.87MB


Engenharia de Software
Professor: Geraldo Xexéo
Título: Volere – Elicitação de Requisitos
Exemplo 1
Exemplo 2


Análise e Projeto Orientado a Objetos
Professor: Eduardo Bezerra
Título: DSL – Linguagens Específicas de Domínio
Apresentação

Review: XPS-1000 da Proview – Versão 1.6.20

Recentemente escrevi um review do XPS-1000. Hoje, um mês depois da postagem, pude testar uma nova versão do middleware instalado no aparelho e preciso dizer que estou muito surpreso com a evolução entre a versão anterior e a versão atual.

O middleware disponibilizado no XPS está bem pareado com o middleware desenvolvido pela comunidade Ginga NCL. Os módulos canvas e event estão tão funcionais quanto a versão disponibilizada nos STBs virtuais.

Aplicações desenvolvidas totalmente no STB virtual tendem a rodar sem muitos problemas no XPS. Na verdade, dois problemas foram identificados. Na classe key do módulo event o tipo release não está implementado e a codificação de caracteres não permite apresentação de caracteres especiais no módulo canvas.

Segundo a RCASoft, responsável pelo desenvolvimento do middleware, a codificação para caracteres especiais funciona no XPS, no entanto, até a publicação deste post, não tive uma resposta para a aplicação teste para a verificação deste problema.

Ainda segundo a RCA, esta versão do middleware já possui a classe tcp implementada, o que permitirá a utilização do canal de retorno. Assim como a codificação de caracteres, não consegui testar e áté o momento, não tive uma resposta sobre o assunto.

Em resumo, o XPS-1000 deu um grande salto de melhoria e hoje já pode ser considerado como um bom ambiente de testes para aplicações NCLua.

Lua – Variáveis e Estruturas de Controle

Após o nosso primeiro post que explicava como preparar um ambiente para desenvolvimento em Lua, iremos falar hoje sobre variáveis e estruturas de controle.

Variáveis

Variáveis, conforme descrição do Wikipedia, é um objeto que representa valor ou uma expressão matemática.

Não existem dados primitivos em Lua, portanto, ao declarar uma variável, ela poderá ser utilizada tanto para dados númericos, como texto e valores booleanos. A única exeção são tabelas que precisam ser declaradas de uma forma especial.

Em Lua temos três tipos de variáveis: Globais, Locais e Table. Toda variável, ao ser declarada é determinada como global, a não ser que, seja explicitamente definida como local.

Antes da primeira atribuição, uma variável possui o valor nil. Sendo assim, podemos realizar o seguinte teste:

Ao executar o script acima, percebemos que no primeiro print, a variável possui valor nulo. No segundo print, a variável possui o valor determinado na segunda linha.

Variáveis locais tendem a existir apenas dentro do seu escopo. Sua declaração é definida pela palavra chave local. Um exemplo de declaração de uma variável local seria:

Uma outra forma de declarar variáveis globais e locais seria atribuindo o valor durante a declaração:

É possível ainda atribuir valores a várias variáveis em uma mesma linha:

No exemplo acima atribuimos dois textos as duas primeiras variáveis e um valor numérico na última variável

A table por ser uma estrutura especial, dedicaremos um post futuro apenas para ela.

Estruturas de Controle

Lua possui quatro estruturas de controle: if, while, repeat e for

if

A estrutura if, executa um bloco de comandos apenas se uma sentença é verdadeira. Sua sintaxe é a seguinte:

Um exemplo simples é testar se o conteúdo de uma variável maior ou menor que um determinado número.

while

A estrutura while, irá executar o bloco de comandos enquanto a sentença for verdadeira. Sua sintaxe é a seguinte:

No exemplo a seguir, o bloco de comando irá ser executado enquanto o valor da variável for menor que 10.

repeat

A idéia do repeat é a mesma do while, no entanto, o teste para verificação se a sentença é verdadeira é realizado após a execução do bloco de comandos, ou seja, caso a sentença seja verdadeira inicialmente, o bloco de comandos será executado pelo menos uma vez.

Sabendo desta diferença, vamos executar o mesmo exemplo anterior, adaptado para o repeat.

Compare os dois exemplos e veja se o resultado final, apesar da semelhança das estruturas, é o mesmo.

for

A estrutura de controle for irá executar um bloco de comandos, enquanto uma variável de controle varia de acordo com uma progressão aritimética. Sua sintaxe é:

Um exemplo simples é a interação de uma variável dentro de um intervalo numérico e a impressão do seu valor, assim como fizemos no while e no repeat.

Durante este post, utilizamos algumas funções, que você pode não estar familiarizado, vamos a elas:

print() – Esta função é utilizada para imprimir na tela o valor de uma variável ou uma string.
io.read() – Esta função inclui uma pausa na execução do programa e aguarda o pressionamento de uma tecla para retomar a execução da aplicação.

Os dois pontos, utilizados na maioria dos exemplos, é o operador que indica concatenação.

Com isso finalizamos mais um post. No próximo post falaremos de table.

Saiba Mais

Preparando um ambiente de desenvolvimento
Manual de Referência Lua