Regra para inovação

Este não é um longo texto sobre inovação, até porque este é um assunto que venho estudando. Mas serve mais como um lembrete para que eu não esqueça destes itens. Tim Brown no seu livro Design Thinking diz:

[…] é necessário conceder a uma equipe criativa o tempo, o espaço e o orçamento para cometer erros.

[…]

é muito fácil especificar as regras para esta abordagem, mas muito difícil aplicá-las:

  1. As melhores ideias surgem quando o ecossistema organizacional como um todo – e não apenas seus designs e engenheiros, e com certeza não apenas a administração – tem espaço para experimentação.
  2. as pessoas mais expostas a fatores externos dinâmicos (novas tecnologias, mudanças na base de clientes, ameaças e oportunidades estratégicas) são as mais bem posicionadas para reagir e as mais motivadas para fazer isso.
  3. não se devem favorecer ideias com base em que as gerou. (Repita em voz alta)
  4. as ideias que criam um buzz devem ser favorecidas. Na verdade, as ideias devem gerar alguma agitação, ainda que sutil, antes de receber apoio organizacional.
  5. as habilidades de “jardinagem” da liderança sênior devem ser utilizadas para cultivar, aparar e colher ideias. Os administradores chamam isso de “tolerância ao risco”. Eu chamo de “a parte cima para baixa do processo”.
  6. Um propósito universal deve ser articulado de modo que a organização tenha um senso de direcionamento e os inovadores não sintam a necessidade de inovação constante.

Estes seis itens me lembrou a definição de uma funcionalidade com um gestor:

– vamos fazer a funcionalidade A e dependendo da procura por B, fazemos a B também.

– não, vamos fazer a B!

– mas e se ela não for procurada?

– ela vai ser. Tenho certeza!

O gestor, meses depois foi demitido, e ninguém conhece as funcionalidades citadas.