TV Digital: Você já deve saber, mas não custa falar mais uma vez

Série de notícias que não comentamos mas gerou barulho na comunidade de TV Digital brasileira.

  • Indústria precisa reclamar menos e produzir mais – Após a notícia de que a Argentina estaria investindo R$ 13 milhões na Invap para que esta realize pesquisas para o mercado de TV Digital, o assessor especial da Casa Civil André Barbosa assinalou que “a decisão Argentina deve ser vista pela indústria brasileira como um sinal de que está na hora de reagir com a produção local de equipamentos. Medida também precisa ser avaliada pelo setor de software, sob o risco de perda de mercado num futuro próximo”. No início de Janeiro foi apresentado o primeiro conversos argentino do consorcio Coradir e Novatech. O aparelho que custa R$ 360,00 (um pouco a mais que os U$ 100,00 que o governo brasileiro defende) já possui o Ginga.
  • Governo isenta de IPI equipamentos para TV digital – A Camex isentou até 31 de dezembro de 2010 o IPI incidentes na compra de equipamentos para monitoração de sinais de vídeo, áudio e dados digitais. Produtos como roteadores digitais modulares e aparelhos codificadores e decodificadores tiveram redução para 2% do IPI.
  • Indústria corre para ter Ginga comercial antes da Copa do Mundo – Na primeira reunião do Fórum SBTVD foram definidos dois perfis de interatividade. O primeiro conta com texto, fotos e imagens animadas enquanto o segundo com aplicações de áudio e vídeo. O acordo foi necessário para agilizar a comercialização do Ginga e garantir que durante a Copa do Mundo o mercado já possua conversores com o middleware.
  • Uniformizar uso do Ginga é prioridade para o Brasil – Após a definição de dois perfis de interatividade, o Fórum SBTVD se mostra preocupado com a uniformização dos perfis com os países parceiros, principalmente pelo fato da Argentina, que apesar de ter decidido pelo padrão nipo-brasileiro a pouco tempo, já avança na produção de conversores com Ginga NCL/Lua.

Apresentação do Operador de TV Pública Digital

Apresentação feita durante as audiências públicas sobre o Operador de TV Pública Digital (EBC – Empresa Brasil de Comunicação).

Apresentação disponibilizada na lista TV Digital Interativa. Todos os direitos reservados a EBC – Empresa Brasil de Comunicação e ao professor Gunnar Bedicks – Brasília, Junho 2009

Lançada a versão 0.11.1 do Ginga-NCL (C++)

Foi anunciado hoje, dia 12, a nova versão do Ginga-NCL (C++). As grandes novidades ficaram por conta do suporte a múltiplos dispositivos e a utilização de luasocket na classe TCP.

Comunidade Ginga,

Encontra-se em nosso SVN uma nova release da implementação de referência do Ginga-NCL. Em breve, as ferramentas Ginga-NCL Virtual STB e Ginga Live CD serão atualizadas para abrigar esta nova versão.

A revisão 22 do repositório corresponde à versão 0.11.1 do Ginga-NCL (C++), que possui as seguintes novas funcionalidades e evoluções:

  • Suporte a múltiplos dispositivos de exibição
  • Suporte a objetos NCL embutidos
  • Otimização no uso de recursos, incluindo a liberação de componentes
  • Manipulação de Transport Stream
    • Suporte a Sintonizadores USB ISDB-T
    • Avanços na manipulação do Carrossel de Objetos e Eventos de Fluxo
    • Suporte a cadeia Normal Play Time (NPT)
  • Classe TCP da API Lua agora utiliza luasocket ao invés da libasync
  • Criado novo player TS
  • “gingalssm” agora gerencia Formatadores e cadeias temporais NPT
  • Nova arquitetura de formatadores aninhados para o suporte a objetos NCL embutidos.

Os desenvolvedores de middleware podem fazer o checkout da nova versão imediatamente, seguindo as instruções na Wiki de Desenvolvimento. E podem consultar nossa lista de pontos em aberto (TODO List) para contribuições.

Divirtam-se!

Administração Ginga

Mais informações no Portal do Software Público

Desenhando Círculos com NCL/Lua

Implementei uma função que permite desenhar circulos com o Canvas para NCL/Lua

Função

A chamada para a função é a seguinte:

Parâmetros

A função trabalha com quatro parâmetros, são eles:
X0: A coordenada X do ponto central.
Y0: A coodenada Y do ponto central.
Raio: O tamanho do raio do círculo.
Mode: É o tipo de desenho que será feito. Se escolhido frame, será desenhado apenas a moldura. Se for escolhido fill o desenho será preenchido. O modo frame é utilizado como default.

Problemas
Nem tudo na vida é perfeito e esta função não seria diferente. Quando desenhamos um círculo com mode fill e raio muito grande, vemos algumas falhas. Se alguém conseguir solucionar o problema, escreva nos comentários que a função será atualizada e dado os devidos créditos. 🙂

Atualização
Inicialmente a função apresentou um problema quando desenhávamos círculos com raios grandes, para resolver o problema, basta incluir mais pontos no for do cálculo do seno e cosseno.

Quanto menor o passo do for, mais perfeito será o círculo, no entanto, serão realizados mais cálculos e conseqüentemente a aplicação ficará mais lenta.
for i=0 , 360 , 0.5 do

TV Digital: Interatividade além do NCL

Texto publicado originalmente em: O Futuro é Digital

Para quem pretende iniciar os estudos para desenvolver aplicativos interativos para TV Digital, eu digo: Essa é a hora. Apesar do mercado novo, algumas empresas já estão contratando. Uma delas, a Peta5, estava até o final de novembro com duas vagas para estagiar com desenvolvimento de aplicações interativas.

Mas o que eu preciso? Apenas o NCL? Resposta: Não!

O NCL atende perfeitamente bem para o que foi proposto: sincronismo de mídias. Muitas aplicações básicas poderão e deverão ser desenvolvidas apenas em NCL. No entanto, aplicações que exijam uma interface que varie de acordo com as opções selecionadas pelo telespectador, a melhor escolha será Lua e Java.

O Ginga Java ainda não possui o mesmo nível de maturidade que o Ginga NCL/Lua tem com relação à TV Digital. É possível desenvolver interfaces dinâmicas e ricas trabalhando apenas com Lua.

Seria possível criar imagens para serem utilizadas no NCL, pois a quantidade de Regiões existentes no Brasil é fixa. Mas e quando não sabemos ao certo os dados que deverão ser apresentados?
Seria possível criar imagens para serem utilizadas no NCL, pois a quantidade de Regiões existentes no Brasil é fixa. Mas e quando não sabemos ao certo os dados que deverão ser apresentados?

Participo atualmente de um projeto de Educação à Distância para TV Digital. Inicialmente toda a aplicação foi escrita em NCL que chamava algumas mídias Lua que efetivamente executavam os módulos da aplicação. Depois de sete meses e aproximadamente cinco ciclos de desenvolvimento praticamente jogados no lixo, partimos para o desenvolvimento exclusivamente em Lua.

Criamos um simples NCL que seu único trabalho é iniciar uma mídia Lua. A partir deste ponto, desde a simples tarefa da apresentação do menu principal até o controle de entrada de dados a partir do controle remoto passou a ser feito em Lua. Após seis meses, nos impressionamos com os ganhos obtidos. Nossa aplicação que conta com dez módulos, já possui seis desenvolvidos.

Na pesquisa, não sabemos quantas cidades serão retornadas.
Na pesquisa, não sabemos quantas cidades serão retornadas.

Mas é preciso atenção, nem todas as bibliotecas disponíveis para linguagem Lua fazem parte do Ginga NCL/Lua.

A linguagem Lua para TV Digital conta com quatro módulos obrigatórios:
Canvas – Permite desenhar objetos em uma mídia Lua;
Event – Permite que mídias Lua se comuniquem com mídias NCL e outros objetos externos;
Persistent – Permite exportar variáveis de ambiente entre aplicações interativas;
Settings – Permite acesso às variáveis definidas no documento NCL.

Um exemplo de biblioteca Lua que não é obrigatória segundo a norma, é o Lua Socket que da suporte para conexões TCP. Para isso, é necessário utilizar o módulo Event.

Para quem pretende trabalhar com desenvolvimento para TV Digital, está é a dica que deixo: NCL é ótimo quando a idéia é apresentar informações que não varie tanto. Mas quando precisamos apresentar dados que pode variar de acordo com as opções escolhidas pelo telespectador, Lua pode ser uma grata surpresa.

Mais informações podem ser obtidas na comunidade Ginga do portal do Software Público
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Instalando o Go

Esta semana o Google lançou sua linguagem de programação batizada de Go. Go é uma linguagem otimizada para aplicações que exigem escalabilidade e multiplos processos. Segundo o Google, o Go é tão poderoso quando o C. O Go está disponível apenas para Linux e Mac OS X.

Insalando Go

O Go se mostrou diferente logo na sua instalação. Desenvolvedores acostumados apenas com o apt-get do Ubuntu, podem ter problemas.

Primeiramente é necessário criar algumas variáveis de ambiente no .bashrc. São elas:

  • $GOROOT – É o diretório onde será realizado o download do código fonte do Go.
  • $GOBIN – É o diretório onde o Go será instalado.
  • $GOOS – É o sistema operacional que está sendo utilizado. As opções possíveis são: linux, darwin (para Mac OS X 10.5 e 10.6) e nacl (para Clientes nativos)
  • $GOARCH – É a arquitetura do sistema operacional instaldo. As opções são: amd64, 386 e arm.

As combinações válidas para $GOOS e $GOARCH são linux/amd64, linux/arm, linux/386, darwin/amd64, darwin/386 e nacl/386.

Como estou utilizando o Ubuntu, creiei um diretório chamado go dentro do meu home. A arquitetura do meu SO é 386, então editei o arquivo .bashrc e inclui as seguintes variáveis:

Após a configuração das variáveis de ambiente, instalei alguns pacotes para o download do código fonte do Go.

A seguir, fiz o download do código fonte do Go (este passo pode demorar um pouco):

Continuando, instalei alguns pacotes necessários para a compilação do Go.

Por fim, é hora de compilar.

Abaixo temos um vídeo sobre o Go.